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22fev

Eventos de arquitetura para acompanhar em 2022

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A ArchDaily listou à seguir alguns dos principais eventos de arquitetura que estão planejados para acontecer ao longo de 2022.

22fev

Pinacoteca de São Paulo ganhará novo edifício

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O Governo de São Paulo anunciou o início das obras da Pinacoteca Contemporânea, o novo prédio da Pinacoteca de São Paulo.

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  • Fordlândia: o sonho utópico virou uma cidade "esquecida" no meio da Amazônia

    Um sonho utópico de um grande empreendedor deu origem a uma das grandes histórias da Amazônia brasileira — e também a um dos maiores fiascos. A chamada Fordlândia foi uma cidade idealizada pelo magnata estadunidense dos automóveis, Henry Ford, no início do século 20, às margens do rio Tapajós, no Pará. A construção começou em 1928, mas poucos anos depois, em 1945, o projeto foi abandonado. "O objetivo era otimizar a produção de borracha e, por consequência, alavancar a produção de pneus para os automóveis da marca Ford. O ciclo áureo da borracha já havia passado no Brasil, transferindo-se para o sudeste da Ásia, mas a empresa ainda precisava de pneus", conta Lúcia Ramos Monteiro, professora de cinema da Universidade Federal Fluminense (UFF) e co-organizadora do livro Fordlândia, lançado pela editora Relicário em 2023, em colaboração com o coletivo francês Suspended Spaces. Abandonadas há décadas, muitas construções da antiga Fordlândia, no Pará, estão em ruínas Pexels/Lucia Barreiros Silva/Creative Commons Segundo Zâmara Lima, arquiteta e doutoranda do Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Pará (UFPA), Henry Ford desejava independência econômica para sua indústria. "Como a borracha natural era matéria-prima essencial para a fabricação de pneus e outros componentes dos automóveis produzidos pela Ford Motor Company, buscou-se uma alternativa para garantir a autossuficiência na produção e, com plantações próprias, a empresa poderia assegurar essa autonomia", ela destaca. A escolha da região amazônica aconteceu porque a seringueira (Hevea brasiliensis) é nativa. "Henry Ford acreditava que havia ali potencial natural para grandes plantações, com a adoção de métodos modernos capazes de superar o modelo extrativista", revela Zâmara. A área destinada à construção de Fordlândia abrangia cerca de um milhão de hectares, estendendo-se da margem do rio Tapajós, 120 quilômetros acima e 120 quilômetros adentro, em concessão do governo do Pará. Em 1934, houve uma nova permuta de terras para o empreendimento, em uma região chamada Belterra. A cidade abandonada de Fordlândia ainda guarda alguns de seus edifícios, embora apresentem sinais de degradação Pexels/Lucia Barreiros Silva/Creative Commons À época, o investimento de Henry Ford representou novas oportunidades de trabalho e renda para moradores da região e migrantes de outros estados do país, principalmente do Nordeste. "A cidade passou a oferecer empregos assalariados e infraestrutura que contrastava com o modelo tradicional de economia extrativista", conta a doutoranda da UFPA. Estima-se que Fordlândia chegou a abrigar de três mil a cinco mil pessoas durante o período de funcionamento. "Embora seja difícil precisar devido à alta rotatividade. A população variou ao longo dos anos, principalmente porque muitos trabalhadores chegavam e saíam conforme as condições de trabalho e os conflitos que ocorreram no local", pontua Zâmara. Choque cultural e conflitos A área onde foi instalada Fordlândia — e, depois, Belterra — tinha características típicas da região amazônica, como floresta densa, temperaturas elevadas durante todo o ano, alta umidade e chuvas abundantes. Em parte, esse clima e topografia dificultaram os planos da Ford e acentuaram o declínio da cidade. "Muitos solos eram pobres em nutrientes ou suscetíveis à erosão após o desmatamento. O relevo também incluía colinas e áreas irregulares, o que dificultava o planejamento das plantações. Além de ser uma região isolada por terra, tendo como principal via de acesso o rio Tapajós", afirma Zâmara. Algumas construções da antiga Fordlândia, no Pará, ainda permanecem de pé, mas não estão bem conservadas Méduse/Wikimedia Commons O motivo mais conhecido para o fracasso do empreendimento foi o surgimento de pragas que destruíram as plantações de seringueira, resultado do sistema de monocultura adotado, que favoreceu o aparecimento dessas doenças. "Entretanto, outros fatores foram determinantes: os administradores da empresa tinham pouca experiência com o ambiente amazônico e adotaram métodos agrícolas e de organização do trabalho inspirados em modelos industriais estrangeiros, que não se adaptaram bem ao clima, ao solo e à dinâmica da região", detalha Zâmara. Vista aérea da cidade de Fordlândia, no Pará, no ano de 1933 Flickr/The Henry Ford/Creative Commons Outro motivo que levou ao abandono do projeto foi a imposição da cultura estadunidense. De acordo com Lúcia, havia no passado um entendimento de que a Amazônia era um vazio populacional e que era possível criar uma cidade do zero. "Esse entendimento é completamente errado, embora algumas pessoas ainda pensem assim. Então, no lugar onde foi criada Fordlândia, havia pessoas morando, indígenas, ribeirinhos", destaca. Parte dessas pessoas foi trabalhar na produção de borracha, em áreas como a sangria das árvores para a extração do látex e no beneficiamento do produto, e no próprio funcionamento do município. "Porém, Henry Ford tentou implantar um modelo de vida com regras rígidas de comportamento, alimentação, higiene e lazer, o que gerou conflitos e resistência", explica Zâmara. O choque cultural com os hábitos e regras baseados nos “valores estadunidenses” causou insatisfação entre os trabalhadores brasileiros, provocando tensões e revoltas. "Henry Ford buscou impor um modelo moral, disciplinado e padrões de higiene que chegaram aos mínimos detalhes do dia a dia. Os trabalhadores eram incentivados a seguir rotinas consideradas saudáveis e produtivas, com regras rígidas sobre comportamento, alimentação e lazer, muitas vezes consideradas invasivas", analisa Zâmara. Serraria localizada em Fordlândia, no Pará, no ano de 1931 Flickr/The Henry Ford/Creative Commons Havia, por exemplo, a proibição de bebidas alcoólicas, inspeções de higiene nas residências, exigência de que os trabalhadores se submetessem a coletas de amostras de sangue e uma jornada de trabalho exaustiva, das 9h às 17h, apesar do calor da região. Como lazer, o município oferecia jardinagem, golfe e quadrilhas de country estadunidense. A cultura local e as práticas locais foram completamente ignoradas e proibidas. "A cidade foi governada por um pensamento completamente exógeno, com uma dieta alimentar elaborada nos Estados Unidos, baseada em leite em pó e hambúrguer, e isso não agradou nem um pouco a população local. O ritmo industrial, regrado por alarmes, também não fazia parte do repertório das pessoas da região", pontua Lúcia. Salão de dança Fordlândia com telão de cinema, em 1933. O prédio tem teto e piso, mas não paredes laterais Flickr/The Henry Ford/Creative Commons Somaram-se a isso os altos custos para manter o empreendimento, a baixa produtividade e, por fim, o desenvolvimento da borracha sintética, que acabou inviabilizando a continuidade do projeto, aponta Zâmara. "Fordlândia foi um fracasso nesse sentido, pois a população não se dobrou e se revoltou. A vegetação, de certa maneira, se revoltou também e adoeceu. Por isso, a iniciativa durou relativamente pouco tempo", analisa a professora de cinema da UFF. Arquitetura extrangeira As construções de Fordlândia também refletiam a tentativa de reproduzir, na Amazônia, o modelo das pequenas cidades dos Estados Unidos. "Na arquitetura, esse controle se refletiu com casas compactas, de poucos cômodos, que possibilitavam economia de tempo e facilitavam a manutenção", diz a arquiteta da UFPA. As moradias seguiam padrões construtivos típicos das cidades industriais estadunidenses do início do século 20, com bangalôs de madeira com varandas cobertas ao estilo Cape Cod (arquitetura residencial clássica dos Estados Unidos, originada no século 17 na Nova Inglaterra). Casas na avenida Riverside, em Fordlândia, no Pará, em 1933. O bairro abrigava os trabalhadores das plantações Flickr/The Henry Ford/Creative Commons Os telhados inclinados de duas águas traziam telhas de metal revestidas de amianto, material escolhido para repelir os raios solares, mas que fazia o efeito contrário e retinha o calor, não sendo adaptado ao clima do Norte. "A cidade foi organizada de forma hierarquizada e setorizada, com áreas industrial, comercial e hospitalar separadas das áreas habitacionais das vilas", afirma Zâmara. Os administradores e técnicos estrangeiros ocupavam casas maiores e bem localizadas no bairro chamado Vila Americana, construído em um ponto mais alto, enquanto os trabalhadores brasileiros viviam em habitações simples e coletivas em outras vilas. Prédio da escola de Fordlândia, no Pará, no ano de 1933 Flickr/The Henry Ford/Creative Commons "Fordlândia contava com equipamentos urbanos considerados avançados para a região na época, como hospital, escola, refeitório, cinema e áreas de lazer, além de sistema de abastecimento de água e energia elétrica", relata a especialista da UFPA. Declínio e abandono Em 1945, a companhia abandonou definitivamente o projeto e devolveu as áreas ao governo brasileiro. "Apesar do encerramento das atividades, as cidades permaneceram ocupadas sob administração do Ministério da Agricultura e ainda sobrevivem, geridas por gestões municipais", fala Zâmara. Hoje, é possível ver em Fordlândia a caixa d’água, o armazém de borracha e, segundo Lúcia, algumas das máquinas da Ford ainda funcionam. "É errada a concepção de que se trata de uma cidade fantasma. A cidade tem escolas, crianças, adultos e uma população que até vem crescendo", aponta. Hospital da cidade de Fordlândia, no Pará, no ano de 1933 Flickr/The Henry Ford/Creative Commons Fordlândia é atualmente um distrito do município de Aveiro, onde vivem muitos ex-funcionários ou aposentados do Ministério da Agricultura. A economia local gira em torno da pesca e da agricultura, além da expansão recente de grandes plantações de soja e da produção bovina. "Algumas construções do período da empresa permanecem, embora muitas estejam em estado de degradação, como os grandes galpões e antigos maquinários industriais. O antigo Hospital Henry Ford não existe mais, restando apenas suas ruínas. As casas foram reocupadas ao longo do tempo e, embora alguns moradores façam questão de preservar as características originais, muitas já passaram por intervenções significativas", aponta a arquiteta. A visita é possível a partir dos municípios de Santarém e Itaituba. O principal meio de acesso é pelo rio, visto que as estradas não oferecem boas condições. "A localidade conta com uma pousada simples e agradável. Belterra, mais próxima a Santarém, se tornou município e virou rota turística devido às suas praias de água doce, preserva as cores verde e branco da Ford nas construções de boa parte do centro da cidade", relata Zâmara.

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